Ensaio de Semiótica Geral
Aproximando-se a fatídica data do exame de Semiótica, "A Santíssima Trindade" decidiu estender a sua mão caridosa e ajudar os recalcitrantes alunos de Comunicação Social a entrar no maravilhoso mundo desta ciência.
O objectivo é simples: apresentar as grandes teorias semióticas da actualidade e, em seguida, mostrar como todas elas estão erradas.
Para tal, proveitoso será relembrar os ensinamentos do saudoso Karl Popper: nenhuma teoria científica pode ser fundamentalmente provada sem grau de erro; podemos verificá-la em milhares de casos e ela estar, ainda assim, errada; por outro lado, bastará que um único caso por ela não possa ser explicado para que possamos afirmar, sem sombra de dúvida, que ela está errada - pelo menos em parte.
Posto isto, passamos à apresentação das teorias e, seguidamente, mostramos um caso que ela decididamente é incapaz de explicar:
Autor: Pierre Bourdieu
Teoria: Pragmática sociológica – a linguagem é social
Refutação: Esta teoria é claramente errada. Mas apresentemos um exemplo concreto: Gabriel Alves. Será que alguém tem a coragem de afirmar que esta personagem usa a linguagem para socializar? Quanto muito, e tendo em conta este exemplo, seríamos forçados a concluir que a linguagem não só não é social, como é anti-social. É que quanto mais o Gabriel fala, mais gozado é – e isto não é forma de integração social.
Autor: Habermas
Teoria: Semiótica transcendental – a linguagem é transcendental
Refutação: Esta teoria também está errada. Note-se por exemplo, a controversa figura de Alberto João Jardim. Será que há realmente alguma coisa a sair daquela boca que possa ser considerada “transcendental”? Não nos parece. O nível do discurso do presidente do governo regional da Madeira está, aliás, a um nível muito baixo – assim a descer para o rasca, ou popular. Enfim, digamos que a única coisa que este homem tem de transcendental é mesmo a concentração de álcool no sangue.
Autor: Michel Foucault
Teoria: O discurso do exterior - a linguagem é policiada
Refutação: É óbvio que a linguagem não é policiada. Se as palavras que proferimos pudessem ser alvo de sanção judicial, teríamos que concluir que a menina Monique há muito que deveria estar num calabouço. Por isso, esta tese também está errada.
Autor: Paul Ricoeur
Teoria: Linguagem é evento e significação
Refutação: Refutamos facilmente esta teoria. Atente-se, por exemplo, no professor Moisés. Será a sua linguagem um evento? Bem, reparem que nas situações em que ele se pode expressar – as aulas – nunca ninguém está presente. Portanto, o discurso poderá ser evento, mas, em todo o caso, não é nunca um evento presenciado, pelo que a dúvida permanece. Quanto à significação, creio ser unânime que a sua linguagem não significa seja o que for para quem quer que seja.
O filho
